Cartas a um jovem poeta (Rainer Maria Rilke)

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Soube da existência desse livro através da minha primiga fe-lys num momentinho um tanto doloroso. Fui correndinho pra tentar comprar, e encontrei bem rapidinho no Estante Virtual pela bagatela de  R$3,00. Isso mesmo minha gente. 3 conto!!! Tudo bem, ele veio mega surrado, folhas mega amarelas, mas com uma dedicatória linda de 68. A dedicatória é feita como se fosse pra uma amiga, mas no finzim tem tipo um enigma (viajei demais, neh?), mas não tô brincando.

E quando eu vi essa dedicatória, eu imaginei: – QUE COISA RIDÍCULA!!  Amassei e foi pra o meu baldinho de lixo na sexta-feira. Acho que demoramos de colocar o lixo pra fora de casa, e ficamos com ele até a segunda. Acordei na segunda com um estalo: – Meu Deus, é uma dedicatória de 68. Recente, neh?? Mas meus filhos não vão achar isso!!! Como eu pude jogar fora. Abri lentamente a sacola, cutuquei o lixo e tchamram… lá estava ela. Limpei direitinho com um pano seco, e tratei de desamassar passando ferro. Ficou uma lindeza que só, gente. E olha ela aqui, coladinha no livro.

Sim, mas não foi pra falar da dedicatória que escrevi o post. E sim desse livro lindo que desperta paixão. Pra se ter na cabaceira, ler devagar e sempre. Um livro pra se levar pra toda vida. Vamos ao que interessa!!

O livro fala traz 10 cartas que Rainer Maria Rilke trocou com um jovem admirador aspirante a escritor, o “senhor Kappus”, entre fevereiro de 1904 a dezembro de 1908.
Através de metáforas, o autor fala sobre vida e morte,  a tristeza, o imprevisível, o medo, o amor e a solidão, e como afrontá- los. O amor para ele é um sentimento que vai além do prazer e do sofrimento. É algo para ser cultivado e aprendido com o tempo e com a calma. Coisa que os adolescentes não conseguem fazer: esperar. Saber esperar, ter paciência, é uma das melhores virtudes no amor. Fala da força do primeiro amor, inesquecível:

“Quantos seres jovens há que não sabem amar, que se limitam a entregar- se (…) O rompimento seria um gesto fortuito e ineficaz. (…) Não julgue que o amor que conheceu adolescente se tenha perdido. Tenho a certeza de que esse amor apenas sobrevive, tão forte e poderoso na sua recordação, pelo fato de ter sido a primeira ocasião de estar só no mais profundo de si próprio, o primeiro esforço interior que tentou na sua vida”.

Dá conselhos ao aprendiz de escritor: não escrever poemas de amor, falar sobre temas do dia a dia, não ler críticas literárias, que deve abandonar- se, não deve pensar demais, também procurar a inspiração no seu interior, nas suas recordações e experiências, já que os fatos externos não importam muito. Ser indulgente com os mais velhos, mas não lhes pedir conselhos. Prudência com as palavras. Explica o que é ser um artista (de verdade) e pediu que o o jovem escritor se perguntasse: “Morreria se não me fosse permitido escrever? (p. 17) Se a resposta fosse negativa, que devia abandonar.

Rilke, R. M., “Cartas a um poeta”, Portugália, Lisboa, 2009. 101 páginas.

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